Vontade do dia- Vestido camisola.


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No post sobre a última NYFW, eu anunciei: “Apesar de com fôlego para os anos 70, a década de ouro do momento para os designers parece ser a de 90. Carolyn Bessette a musa não declarada. Pensem em cetim, camisolas, silhueta lânguida e minimal, muitas referências esportivas, assimetria, comprimentos midi em shapes ajustados, Calvin Klein, Helmut Lang.”

E a peça que mehor traduz o mood do próximo Verão no hemisfério Norte é o slip dress ou vestido camisola.

Com influência dos anos 20 e 30, femininos e delicados, eles ganharam carimbo de icônicos nos anos 90. Um dos vestidos de noiva mais lindo de todos os tempos, o Narciso Rodriguez usado por Carolyn Bessette em seu casamento com John Kennedy Jr , representa o modelo em sua versão mais elegante:

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Cool e minimal foi muito desfilado por Kate Moss, Sofia Coppola e Gwyneth Paltrow na época:

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Esse editorial da Vogue Australia de Janeiro de 2016 cria desejo imedito e moderniza a peça. Em cetim combinado com sapato mais ousado, resultado sexy e forte:

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Fiquei hipnotizada pela versão metalizada e texturizada de Joseph Altuzarra:

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Frescos são candidatos perfeitos para o Verão sem precisar de nenhum complemento.

Aposta nas passarelas, eles já ganharam as ruas há alguns meses.

Um dos favoritos é em veludo:

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Em cetim para a noite:

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Cetim em tom queimado:

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Pode ficar cool usado com botinha:

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Despretensioso com chapéu e chinelo estilo Birkenstock:

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Combinado com jaqueta jeans oversized e sapato masculino perde o ar romântico:

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Clima rock´n´roll com jaqueta perfecto de couro:

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Finalizando com simplicidade, tom de pedra preciosa e sandália anos 70 garantindo o sucesso:

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Para usar já!

Fotos: Reprodução.

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(Micro) Trend alert – Retorno do colete de alfaiataria.

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Alongados, de pele/pelúcia, com apelo étnico, jeans…Nos últimos tempos, os coletes andam dominando as ruas, todos exceto em sua forma mais clássica: O modelo alfaiataria. Em 2005, Kate Moss foi a responsável por emprestar apelo cool ao estilo e eles viraram peça hit instantânea. Após uns anos de descanso, eles ressurgem no embalo da década queridinha do momento, os anos 70.

A top com sua peça inseparável de 2005/2006. Colete e estilo rocker nonchalant:

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Em clima vitoriano, complementam bem o vestido branco com toque romântico, como na foto que abre o post.

Abaixo, ajudam a acinturar o vestido fluido e meio boho:

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Alexa Chung garantiu o seu no material que será fortíssimo em 2016: O veludo.

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Usado com outras peças de alfaiataria, equilibra a silhueta oversized:

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Versão escritório, perfeito para trabalhar e cheio de sofisticação:

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Nas ruas, a presença ainda é tímida. Elena Perminova apostou no conjuntinho durante a semana de moda de Milão:

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Em look que já apareceu por aqui, Anja Rubik faz um mix anos 70s glam com peças étnicas. Experimento que deu mega certo:

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Em visual mais business no combo infalível: Colete + Camisa branca.

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Uma peça versátil para usar e abusar independente do estilo.

Fotos: Reprodução.

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Nome para guardar- Camila Ferres.

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Estava lendo uma entrevista da genial- e polêmica- Fran Lebowitz, entre observações sobre calças especiais para Yoga e as razões de todos seus paletós serem feitos sob medida, ela fez uma declaração que imediatamente me fez pensar na pessoa que é tema desse post. A frase foi a seguinte: “As pessoas se preocupam mais com tendências atualmente do que com estilo. Elas se envolvem tanto com saber o que está” acontecendo” que esquecem como se vestir, e elas nunca aprendem porque elas nunca aprendem nem a cuidar de nada. Tanto do que a minha geração aprendeu sobre roupas tinha a ver em como fazê-las durar.” E ela continua em uma crítica direta ao movimento de roupas baratas e descartáveis, que estimulam um consumo desenfreado e fazem as pessoas refletirem e questionarem menos o que estão comprando, já que a expectativa de qualidade e durabilidade é baixíssima e em poucos meses comprarão outra peça para substituir a “antiga”.

Eu não acredito muito em nostalgia, tampouco condeno o hábito de comprar. O que defendo é um consumo consciente e informado, pensando em cada caso individualmente e com um cuidado não apenas do impacto pessoal, mas também social. Aquela pergunta clássica “Eu realmente preciso disso?”. Nesse movimento que anda cada vez mais forte, e eu abordei o tema aqui no site no post “Trend Watch- Retorno ao essencial” (datado Dezembro/2012) e em “Nome para guardar- Rosie Assoulin” (Junho/2013), o verdadeiro luxo é consumir roupas de qualidade inquestionável, apelo atemporal e atenção a cada detalhe.

Esta minha definição de luxo é indissociável da arte exercida pela estilista, Camila Ferrés. Eu gosto de falar que ela é, de fato uma couturier, no sentido tradicional da palavra. Alguém que se inspira na alta-costura, não apenas esteticamente, algo que ela faz maravilhosamente bem. Mas também no modus operandi, sua técnica é formidável e nada menos que impressionante para 2015. Além de não seguir um calendário formal, a idéia da Camila é lançar uma coleção por ano (parecido com o mestre Alaia), ela é responsável por todos os estágios de desenvolvimento da coleção. A Deco, que acaba de ser lançada, teve cada uma das 25 peças desenhadas, cortadas, modeladas e costuradas pela própria em processo completamente artesanal com resultado que não poderia ser mais luxuoso.

Não uma reprodução direta de haute couture, é justamente aí que fica o mais fascinante de Camila: Ter referências e ser absolutanente moderna, demonstrar respeito e até devoção pelos cortes de Cristobal Balenciaga e Vionnet sem esquecer do espírito jovem. Uma essência que não tem época, mas a capacidade de se apoderar do zeitgeist do momento com olhar lúdico e original

Além dos vestidos de festa encantadores, ela aposta em separates nada óbvios, nunca um top cropped foi tão elegante. Saias e pantalonas incrementam os looks festivos:

 

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Dependo muito do look de cada dia como extensão da alma e do meu humor, por isso ainda não consegui chegar no nível de sofisticação que gostaria. A Camila cria para a mulher que eu quero ser um dia: Madura, minimal, simples. Suas roupas são aspiracionais e com o styling certo podem ser adaptadas a qualquer estilo.

Diferente das outras marcas que apareceram aqui nessa tag “Nome para conhecer”, eu tenho o privilégio de chamá-la de amiga e a sorte de entender melhor suas referências e motivações. Além da sorte de dividir com ela mil referências e compartilhar coisas lindas que nos inspiram. Filha de artista plástica, desde pequena Camila aprendeu sobre estética e foi a arquitetura Art Deco de Nova Iorque o ponto inicial da coleção atual.

Noiva minimalista, adulta:

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As linhas deco aparecem nos recortes estratégicos e na cartela de cores:

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Vestidos curtos também fazem parte da coleção e mantém o padrão de elegância:

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Fechando com o vestido amarelo de tirar o fôlego:

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Não deixem de entrar no site e se deslumbrarem com a coleção DECO completa, assim como a Frame, outra coleção genial da Camila. Clica no Site oficial da marca.

Nesse mundo atual, onde a maioria das coisas parecem cansar antes mesmo de serem lançadas, é um verdadeiro presente para os olhos (e coração) existirem criadores como a Camila.

Direção Criativa: Camila Ferrés.

Fotos: Cristiano Madureira.

Beleza: Paula Vida.

Modelo Julia Fuchs.

Styling: Roberta Weber.

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Update da tendência- “Na linha”.

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A listra é possivelmente a estampa mais versártil. Pode ter apelo esportivo, glam, retrô, cool, tudo depende do contexto, da combinação de cores…

Na Vogue inglesa do mês de Dezembro, a forma mais atual de usá-la. Listras com toque esportivo no estilo old-school. Carinha vintage e referências de Wes Anderson. As duas formas de styling du jour: Em conjuntinho mesmo, com cara de uniforme de educação física ou então misturada com alguma peça mais glam, com brilho e sandália delicada.

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Na Marie Claire, ela surge perfeita para quem receia que este tipo de estampa aumente Vale lembrar: No geral, listras horizontais mais finas e com fundo escuro não aumentam. Quanto mais larga e clara, mais ela tende a dar ilusão de volume. Emprestada do esporte, listras na gola e nos punhos funcionam bem em qualquer silhueta. Essa bomber é cortesia de Alessandro Michele na Gucci.

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De um extreme ao outro, festivo e remix na padronagem:

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Aqui, a proposta é mais excêntrica e lúdica:

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Direto para o ar rocker da Saint Laurent:

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Parada no look ótimo para escritório na Vogue China:

 

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Já na Interview, mais alfaiataria com ar anos 80:

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Fechando com o estilo clássico francês 60´s com Gigi Hadid na capa da Vogue Inglesa de Janeiro 2016:

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Para não sair da linha…

Fotos: Reprodução.

 

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Trend watch- Manga maxi.

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Faz tempo que a moda oversized anda em alta, e os estilistas decidiram ir buscar nos anos 80 a inspiração para transformar mais um detalhe em XXL. Seja pelo volume ou pelo comprimento (ou por ambos).

Nas passarelas, Céline (Phoebe Philo, sempre ela) foi a mais celebrada ao trazer a opção da manga sino e longa:

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J.W Anderson, Marques Almeida e Vetêments também apostaram na última temporada de Outono/Inverno. Pelos nomes que apoiam a “causa” dá para ver que a tendência é super cool.

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Musa fashion número 2 (ela sempre ficará em desvantagem na comparação com Carine), Christine Centenera elegeu o vestido minimal para experimentar. Confesso que essa manga branca me dá agonia, imagina quão fácil de lidar? (SQN).

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A manga tipo sino em outro branquinho básico:

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Vocês podem argumentar, com razão, que esta tendência não é nada prática, mas dá para pensar que protege bem do frio. Otimismo sempre!

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Na camisa branca:

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Três versões:

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Criar o efeito, sem o desastre em potencial? Que tal a manga alongada, mas com recorte?

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A fenda permite movimentos sem atrapalhar e correr o risco de sujar.

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Dá também para dobrar:

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Ou com sobreposição:

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Para finalizar, as coleções de Verão 2016 confirmam o lugar de destaque das mangas, notem que agora elas surgem em versões mais ajustadas: J.W Anderson, Gucci, Céline e Vetements:

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Com charme, mas sem muita pratiidade. Vocês curtem?

Fotos: Reprodução.

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Para inspirar: Arquivos Givenchy 1969-1995 na revista System.

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A revista System é a melhor revista de conteúdo de moda da atualidade junto com a Industrie, dois presentes para quem quer compreender e explorar o que se passa com os nomes mais criativos da indústria. A nova edição da System está sendo especialmente comentada, já que traz Raf Simons em uma reveladora entrevista com Cathy Horyn. Realizada antes do anúncio de sua saída da Dior, ela elucida as possíveis motivações da polêmica decisão do belga de sair da Maison (confere um trecho da matéria publicada no site Business of Fashion aqui). Além dos artigos maravilhosos, os editoriais inspiram e encantam. Esta última contém uma história com looks vintage direto do arquivo da Givenchy. As fotos  são de Jamie Hawkesworth e styling da genial Marie-Amélie Sauvé.

Passando por vestidos entre 1969 e 1995, uma verdadeira viagem entre as mais lindas e atemporais criações. Notem como tudo parece moderno e poderia ter sido lançado na última temporada.

Recortes:

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Floral, muito revisitado por Riccardo Tisci na versão atual da maison:

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Em black:

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Responsável pelo little black dress mais icônico da história, o pretinho usado por Audrey Hepburn em “Bonequinha de luxo”, Hubert sempre soube construir peças impecáveis no tom:

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As costas memoráveis em vestido com apelo bem contemporâneo:

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Aliás a parceria entre o couturier e Hepburn possivelmente é a mais famosa de todos os tempos. Alguns dos meus momentos favoritos de Audrey em Givenchy:

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Aproveitando a deixa, mais alguns exemplos originais assinados por Hubert de Givenchy. Essa foto de 1954 é de Richard Avedon:

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1952:

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1959:

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Para encher os olhos e inspirar a Sexta.

Fotos: System e reprodução.

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Editorial”La Vie en Rose” .

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Vestido prata Camila Ferrés Mini pouch PP acessórios Tênis Adidas

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                                             Vestido P H. S D Chemise Tassia Ely para Tissatt Slider Melissa                                                                                                  ed3     Croc embossed leather dress Camila Ferrés

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Camiseta camurça PP acessórios

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Top cropped Muy Guappa Saia e bolsa P H S D

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Camiseta camurça PP acessórios Calça Juliana Sanmartin

Revista Donna 25.10,2015

Direção, conceito e styling : Roberta Weber
Fotografia: Fernando Rezende
Beleza: Tais Andrade
Modelo Malu Bortolini (Joy model management)
Assistente de styling: Bibiana Goulart
Assistente de fotografia: Leonardo Furtado
Locação: Fundação Iberê Camargo

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