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O conceito “gypset” na moda:

O termo que mistura as palavras gipsy (cigano) + jet setter  foi criado pela escritora Julia Chaplin em seu livro “Gypset”. A autora reuniu na publicação, as características de um grupo de pessoas que amam viajar, tem poder aquisitivo,  são interessados/envolvidos  em moda, arte e design, e valorizam da alta-costura às experiências mais simples. Cultuam a liberdade, como em uma releitura da cultura hippie dos anos 60, mas são ligados no mundo globalizado e todas suas nuances.

Baseadas nesse lifestyle, dois membros que se encaixam nessa turma-Tatiana Santo Domingo e Dana Alikhani, criaram a marca Muzungu Sisters, investindo na idéia do mundo sem fronteiras e no interesse no que é belo, genuíno e característico de cada lugar. Buscando produtos produzidos localmente e de maneira artesanal em lugares como Irã, Marrocos, India, Peru. A proposta é combinar estes itens com peças clássicas do seu armário como jeans, adicionar charme à um look de festa com brilhos ou apostar no conceito hi-lo.

Diferentes etnias, religiões, inspirações em lugares exóticos, misturas de cores, texturas e acessórios, uma espécie de nômado moderno. Mas diferente de estilo apenas por estilo, o objetivo é traduzir através das roupas suas vivências, lugares que visitou, e carregar em si um pouquinho de cada canto, podendo assim, imprimir um estilo totalmente autêntico e difícil de imitar.

Nas últimas temporadas de Inverno/12 e Verão/12, o conceito serviu de inspiração para várias marcas e estilistas:

Para o verão clima 70´s, cores, leveza e mistura de estampas apareceram na Missoni, Etro e Pucci.

Na alta-costura de Giambattista Valli, branco com dourado garantem um ar exótico com acessórios maximais. Comprimentos longos são típicos deste estilo.

Menos literal, mas bem dentro do espírito “Gypset”, Burberry Prorsum e Isabel Marant foram buscar na África e na América latina inspirações de cunho artesanal e forte identidade.

Para o Inverno a viagem é outra, referências Russas e orientais criam looks cheios de glamour com pitadas nômade, um caldeirão de referências com detalhes riquíssimos, bordados e muito luxo, referências históricas se juntam a looks contemporâneos.

Na Vogue Russa muitas pedras, pele e sobreposições:

Na Vogue Italia a idéia é um bem anos 70 com étnico e um pouco dos estilos hippie e boho:

Na Tatler Russa, mais glamour e alusões ao leste Europeu:

Yves Saint Laurent sempre buscou inspirações em outras culturas, Marrocos e países do Oriente foram alguns dos favoritos:

A capa da Vogue Japão de Janeiro mistura samurais, estampa de lenço com toque étnico, anos 80 e muitos acessórios ao mesmo tempo que remetem ao estilo cigano. Ousado e polêmico, vocês gostam?

Fotos: Vogue.com, storemags, style.com, FashionGoneRogue.

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A influência oriental na moda e a interpretação das marcas fast fashion:

A tendência oriental ressurgiu com força na última temporada Primavera/Verão. Marcas como Louis Vuitton, Haider Ackermann, Dries Van Noten, investiram pesado utilizando de estampas típicas (como flores, em especial orquídeas), tecidos acetinados, cinturas marcadas por cinto obi, mistura de estampas, plataformas…

No Outono/Inverno marcas tradicionais apostaram na tendência como Armani, Ralph Lauren e Giambattista Valli.  A cantora Inglesa Florence Welch estrela a capa da nova Vogue Japão, de blazer tuxedo da coleção Ralph Lauren Outono/Inverno 2011-12:

E continua em editorias como estes da Vogue Alemã e Francesa:

As marcas fast fashion estão permanentemente traduzindo as tendências das passarelas tornado-as acessíveis e fáceis de usar no dia-a-dia. Apesar da coleção Outono/Inverno da Zara trazer peças mais literais da influência asiática, a maneira favorita de aderir foi através dos kimonos: Respeitando o modelo normal ele vem em estampas diversas (não somente as asiáticas). Aparecem também mais longos quase como capas, transparentes, com texturas, franjas, bordados e principalmente em looks de influência Boho, anos 70 e estilo moda festival, deixando-o bem casual e despretensioso. Foi o cover-up preferido das meninas do Hemisfério Norte neste Verão, combinado com o onipresente short jeans e bastante acessórios como colares longos e muitas pulseiras.

Os mais longos e transparentes:

Fica lindo colorido também:


Embarcando na onda anos 70 e já na sua coleção de Inverno, a Topshop sugere o uso do kimono em looks com comprimento maxi, sobreposições, e investe nos kimonos com estampas tribais ou tie-dye, fugindo do óbvio (Desculpem a qualidade das fotos, não é permitido fotografar dentro da loja, portanto apelei para o celular):

Na H&M duas versões: com flores digitalizadas e mais delicada, e na pegada anos 70 com lurex e franjas:

Na Zara com o shape clássico e estampa também:

Disponível também na Asos já em versão outonal e na Nasty Gal ainda em clima de Verão:

Perfeito para “quebrar” um look de proporções ajustadas demais, deixando-o mais interessante e moderno (e menos apelativo), ou para adicionar um toque especial à looks mais básicos, aderir à moda anos 70…

Fotos: Reprodução Vogue Nippon/Vogue Paris/Vogue Deutsch, LouisVuitton, StockholmStreetStyle, Lookbook.nu, Asos, NastyGal, Roberta Weber.

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Moda em NY: Lojas fast fashion apostam na tendência “festival”.

Tenho falado muito em tendências e focado mais em marcas de luxo, mas como se sabe, hoje em dia, as grandes redes mais populares acompanham a moda das passarelas praticamente em tempo real.

Uma das coisas mais legais na moda, na minha opinião, é o hi-lo. Esse termo é usado para definir estilos que misturam peças mais exclusivas, com peças de lojas mais acessíveis e achados vintage. Basicamente misturar várias referências (e preços) em um só look, criando assim um visual único e demonstrando a personalidade da pessoa que está usando.

A tendência favorita do momento de quatro das principais fast fashion é a moda Festival. Uma releitura da moda boho é inspirada nas roupas usadas nos festivais de música aqui no Hemisério Norte, um caldeirão de referências que vai de Woodstock até índios Norte-americanos e influências da década de 70: Muita camurça, tecidos e peças com inspiração artesanais, acessórios com pedras e penas, tons terrosos, shorts jeans, vestidos com estampas tribais…

A Topshop aposta nos comprimentos longos, na mistura de vários acessórios, lenço na cabeça, cintura marcada e muitas sobreposições em tons terrosos. Olha o grená aparecendo novamente.

A H&M prefere a mistura de preto com tons diferentes de vermelho, franjas e estampas de influência étnicas, jeans e adereços de cabeça e assim como a Topshop muitos colares com penas.

A Forever XXI escolhe misturar texturas como tricô, renda, crochê, assim como um mix de estampas passando do floral até o xadrez.

E a Urban Outfitters, que tem no seu DNA a moda festival, traz um visual um pouco mais sofisticado combinando o short de seda bordado com pedras com listras e colar de penas. Também entram o chapéu, calça jeans de motivo floral e a tendência artesanal.

Qual versão da moda festival vocês preferem?

O que são as redes fast fashion? Amaioria das pessoas sabe, mas para quem fica confuso com o conceito: É um termo contemporâneo usado para definir grandes lojas/magazines que vendem roupas sempre dentro das tendências do momento, de acordo com revistas e passarelas, em preços acessíveis e em grande quantidade. Estas lojas recebem roupas diariamente ou semanalmente, sempre dentro do que está em alta no mercado. Aqui fora as mais famosas são: Topshop, Zara, H&M, Forever 21, no Brasil temos a Renner, C&A, Riachuelo, Marisa…

Fotos: Roberta Weber.

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