Chegamos ao resumo da penúltima semana de moda da temporada internacional, Milão. Minha maneira de mudar um pouco o enfoque foi comentar a coleção de Inverno da Prada. A marca é uma das mais influentes na indústria e tende a guiar as tendências da estação junto com nomes como Louis Vuitton e Céline. A maior prova é que os principais elementos do desfile também podem ser observados nas propostas dos outros estilistas.
Super feminina e com toque anos 40, a cartela de cores ricas e os toques luxuosos garantem um Inverno sofisticado, contemporâneo e com pegada vintage, sem ficar cansativo ou com ares de nostalgia. Um pouco do espírito grunge estava presente por conta das sobreposições e do styling despretensioso.
As cores destaque foram vermelho e mostarda. O azul petróleo também merece atenção, assim como variações de cinza: Alberta Ferreti, Jil Sander, Dolce & Gabbana e Versace também aderiram.
Entre os metalizados, outra tendência que continua forte, o dourado é o eleito dos italianos. E foi uma das maneiras que Miuccia Prada encontrou para modernizar shapes mais old-school.
Um certo clima dark permeou a semana com predileção por looks preto, sempre com cintura marcada e por vezes flertando com o femme fatale, como mostraram Gucci e Versace. Na Prada o preto aparece em looks com transparência e mistura de texturas:
As estampas favoritas são as quadriculadas (na Prada o vichy imperou), o píncipe de Gales ou o tartan. Aliás o xadrez se mostrou soberano também na Paris Fashion Week e será a principal padronagem do Inverno. Listras um pouco mais variadas e sem a referência direta 60´s do último Verão também ganharam força:
Vale lembrar que este ano, o tema da exposição anual do Costume Institute no MET em NY é o movimento punk. Certamente fator influenciador das coleções:
Detalhes em pele se fortaleceram. Na Prada o efeito favorito foi nas mangas. O que mais me chamou atenção foi o uso da estola, há pouco tempo considerado ultrapassado, como no styling incrível da Marni (segunda foto ):
Saias levemente assimétricas em comprimento médio foram as prediletas na Prada, no restante das coleções a assimetria continua, mas com toque mais atual e fendas, como as mostradas na #NYFW. A versão mais bem-sucedida é a da Fendi (segunda foto):
Algumas referências orientais surgiram na coleção, principalmente no corte de certas peças. Outras marcas levaram a influência mais a sério, como a Gucci que mesclou o clima “expresso do oriente” com diva noir:
EXTRA: Para fechar o post sobre a temporada Milanesa, três looks da coleção de Peter Dundas para Pucci. Pouco inovadora e focada nos símbolos da marca com estamparia, estilo 70´s e sex appeal. O desfile mostrou looks usáveis e com glamour que remetia a ícones como Anita Pallenberg e Jane Birkin. Pouco conceitual, super usável e com uma das minhas estéticas favoritas! Prestem atenção nas botas acima do joelho “Cuissardes”, elas serão importantes para o Outono/Inverno:
Com qual das tendências vocês mais se identificaram?
Fotos: Vogue.com.

































